domingo, 12 de dezembro de 2010

À DERIVA

À deriva quero ficar
Cansei de navegar
Deixo o vento levar
Minha vida pro mar

Já não tenho coração
Tenho vela e solidão
Falta vento e compaixão
Perdi toda a direção

Vou rumo ao infinito
Ao que nunca foi dito
Ao universo do mito
Ainda não escrito

Onde vida é morte
E o azar é sorte
Onde plebeu é lorde
E o fraco é forte

Uma dimensão perdida
Há muito esquecida
Uma parte da vida
Pela máquina retida

Não se pode sonhar
Não se pode amar
Não se pode criar
O importante é ganhar

O mundo é mesmo assim
Tão diferente de mim
Estamos perto do fim
Vamos brindar: tim-tim

Einstein Augusto

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